A proposta desse ambiente é servir de espaço para troca
de conhecimentos técnico-científicos
entre profissionais ou interessados sobre o para-atletismo
A Etapa do Grand Prix do IPC na Suíça de 2016, que ocorre tradicionalmente em Notwill, contou com a participação de vários brasileiros e inúmeros recordes mundiais foram estabelecidos.
Os resultados das provas finais estão apresentadas aqui nessa postagem.
A série de infográficos e de arquivos disponibilizados pela Uk Athletic (federação de Atletismo do Reino Unido) mostra informações sobre a adaptação dos equipamentos de tecnologia esportiva para atletas com deficiência física.
O conceito segue um modelo inglês, no qual o acesso a materiais como cadeira de rodas e próteses tem um custo menor de importação em relação ao Brasil. No entanto, permite-nos usar ou adaptar as informações a nossa realidade. Desse modo informações sobre empresas que vendem os produtos, bem como a possibilidade de empresas que customizam os equipamentos são importantes.
No caso dos bancos de lançamento o material permite informações para nortear a construção dos equipamentos sugerindo ajustes ou inovações com design e adaptação a deficiência do atleta.
No mesmo caminho das tecnologias assistivas a pedagogia passa a ser um elemento fundamental.
O atletismo na inglaterra tem como filosofia de base a mesma federação para o atletismo olímpico e paralímpico. Esse modelo tras algumas vantagens, bem como desvantagens.
No entanto, o desporto de base é realizado dentro de um conceito na qual existe uma divisão por organizações esportivas por áreas de deficiência. Podemos ver esse modelo na representação a seguir.
Desse modo, para suprir a demanda dos treinadores foram estabelecidos manuais para ajudar no método de comunicação ou nas caracteristicas dos atletas. Esses são disponiveis na biblioteca virtual de desenvolvimento esportivo das diferentes áreas de deficiência.
Esporte para Todos: Manual de comunicação Inclusiva
O atleta com paralísia Cerebral apresenta, alguns elementos, que o entendimento são fundamentais para acompanhar de maneira adequada o atleta. Nesse sentido, o contexto biológico associado a área cerebral afetada e as respostas do corpo devem ser compreendidas para desenvolver a estratégia de intervenção.
Vale ressaltar que, classificar algo ou alguém é uma faca de dois gumes. O baixo entendimento do fenômeno, leva a pessoa a limitar a possibilidade de desenvolvimento, pois restringe os estímulos ao que entende como máximo ou ideal. Desse modo, no outro lado tem-se o entendimento de maneira global da manifestação, que permitirá identificar a deficiência, incapacidade e limitação, bem como o inverso (eficiência, capacidade e potencialidade) naquele indivíduo. No caso do PC querer propor uma prática pedagógica sem entender o por quê do corpo respoder de determinada maneira é um caminho fadado ao fracasso.
A paralisia cerebral é uma condição congênita ou ainda que ocorre no cérebro imaturo (aproximadamente até os 7 anos), causada por uma lesão de uma estrutura ou área cerebral.
Do ponto de vista biológico essa deficiência, levará o individuo por caminhos ou condições de respostas motoras variados e por vezes únicos.
Cada um desses processos impactará em diferentes respostas, que estarão associadas no padrão de movimentos. A área do cérebro afetada e o padrão de contração muscular estão diretamente associados. O padrão de movimentos espástico é o comprometimento mais comum dentre os atletas com paralisia cerebral.
Fonte: CPB, 2012
Na espasticidade o padrão de contração muscular poderá a longo prazo levar a um encurtamento das fibras musculares.
O efeito agudo do exercício físico (fadiga) poderá aumentar os efeitos da espasticidade, bem como o efeito a longo prazo poderá melhorar o padrão das contrações e diminuir a necessidade de medicamento antiespasmódico.
100 metros T37 masculino Doha 2015
Vale ressaltar que no esporte, muita vezes teremos associado na mesma classe o atleta com paralisia cerebral e o atleta com um acidente vascular encefálico - AVE. Esse segundo tem um processo de desenvolvimento diferenciado, pois normalmente o cerebral ocorre em uma idade mais avançada. Desse modo, impactando no diferença está no processo do desenvolvimento motor do atleta com PC será privada ou terá estágios ocorrendo em um ritmo mais limitado em relação ao AVE.
Nesse primeiro semestre alguns dos principais adversários dos atletas brasileiros estarão competindo em seus eventos regionais. Nos dias 7a 12 de março estará ocorrendo o Campeonato Asiático e da Oceania (2016 IPC Athletics Asia-Oceania Championships) em Dubai. O europeu ocorrerá de 10 a 16 de junho em Grosseto na Itália.
Provas dia 1 em Dubai - 7 de março
Provas dia 2 em Dubai - 8 de março
Provas dia 3 em Dubai - 9 de março
Provas dia 4 em Dubai - 10 de março 9:00(ao vivo)
Provas dia 5 em Dubai (ao vivo) - 11 de março 9:00
Provas dia 6 em Dubai (ao vivo) - 12 de março 9:00
O prazo para envio de trabalho para a Convenção Internacional de Ciências, Educação e Medicina no Esporte - ICSEMIS 2016 foi prorrogado - 29 de fevereiro. Deadline for online abstract submission was extended for the International Convention on Science, Education and Medicine in Sport - ICSEMIS 2016- February 29th
O atleta com deficiência visual apresenta duas caracteristicas funcionais a privação total ou parcial da visão. Essa condição limita o processo de desenvolvimento do atleta, não apenas numa perspectiva transversal na entrada de informação, mas ao longo da vida. A orientação espacial é uma construção que depende de variáveis como experiência motora, resíduo visual, função auditiva, sistema vestibular ou cinestésico. O vídeo a seguir, mostra a construção da orientação espacial por um rapaz cego, que não tem nenhum resíduo visual e que estabeleceu recursos para interagir com o meio e as pessoas de maneira a obter informações mais relevantes. A limitação visual diminui a velocidade de respostas do meio, quanto menor a informação visual, menor tende a ser a resposta frente ao estímulo. No entanto, estratégias podem ser adotadas para mapear o meio e criar “caminhos" para a orientação espacial, no caso do rapaz a audição foi usada como um “sonar”.
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O material utilizado na Conferência de Para-atletismo do IPC com o título “Criando o Ambiente Certo para o treinamento dos atletas com deficiência visual” visou entender elementos fundamentais no desenvolvimento da pessoa com deficiência visual. Nesse, setido a orientação espacial é o primeiro passo para esse processo, no entanto essa e é tratado de maneira superficial na apresentação em virtude do universo a ser explorado. O aspecto mais relevante é fundamental, na abordagem é o entendimento da condição da deficiência, pois essa permite estabelecer qual são as possibilidades e limitações inerentes àquela pessoa. Desse modo entender o processo biológico é fundamental para estabelecer a rotina pedagógica.
Nas provas de corrida a principal abordagem é a relação entre guia e o atleta com deficiênvia visual. A orientação espacial de atletas cegos nas provas de lançamento e arremesso deve ter o auxílio de um guia. No entanto, esse não pode criar um ambiente onde o atleta não se desenvolva. Tal situação estaria condicionada ao Guiaprivar o atleta da exploração do meio e de sua autonomia, como por exemplo, durante a orientação espacial, pré e pós evento. Quando vemos a atleta Assunta Legnante, da Itália, realizando seu lançamento podemos entender essa possibilidade. Embora, não podemos ignorar que a atleta perdeu a visão depois de uma longa jornada olímpica, na qual disputou diversas competições em nível mundial.
Já tratamos o Salto em distância para atletas com deficiência visual no Blog, no entanto vale resgatar alguns conceitos. A questão do treino de velocidade é algo extremamente relevante, pois a distância do salto está associada com a velocidade de deslocamento, para isso não basta apenas as corridas orientados pelo som das palmas, o atleta necessita treinar com o apoio de um atleta guia em parte de seu treinamento. Enquanto que número de passadas ou a distância que o atleta deverá percorrer será dependente e associado com a capacidade de aceleração e resistência da velocidade, no entanto uma limitada orientação espacial, impactará na capacidade de deslocar-se velozmente dentro da pista em virtude da sensação de insegurança ou pela incapacidade de correr em linha reta.
O Treinamento de atletas amputados passa por uma série de ajustes físicos (p.e.- fisiológicos e de biomecânica), psicológicos (p.e. - imagem corporal) e de ajustes de carga em virtude das características da amputação ou má formação da estrutura.
A mecânica de corrida ou de salto do atleta depende em primeiro lugar do nível da amputação. A perda ou comprometimento das estruturas articulares impacta diretamente na performance. Podemos colocar numa relação direta que quanto mais estruturas preservadas, mas eficiente será o movimento.
Os resultados de Markus Rehm no salto em distância cruzaram definitivamente a questão da performance, superando no ano de 2015 os melhores resultados de atletas olímpicos. No entanto, como já discutimos no blog (Corpo Eficiente ou Super Corpo) essa eficiência tem de ser analisada e entendida, não apenas para melhorar a performance dos atletas paralímpicos, mas para entender que a comparação com os atletas olímpicos pode não ser adequada.
Prova do Salto em Distância T44 no Mundial de Atletismo do IPC em Doha, 2015.
A revisão sistematica de Bragaru e colaboradores, em 2011, mostra a gama de estudos que são realizados com essa população e os efeitos do exercício físico no e pelo esporte. Levando em consideração aspectos biologicos e mecânicos ou de participação e percepção do corpo.
O processo pedagógico do treino e características dos atletas podem ser encontrados em vários materiais técnicos e artigos. Já mostramos o manual em uma postagem de 2012, mas vale a pena traze-lo novamente, pois o material trata de amputações de membro inferior e superior em seus vários aspectos.
Estudos tem sido cada vez mais frequentes, para os atletas amputados de membro inferior. Taboga e colaboradores (2014) mostram os efeitos do atleta amputado na saída do bloco. Fase mais sensivel na performance dos atletas, uma vez que a perda do equilibio nos bi-amputados e grande e relação bilateral nos amputados de uma perna também influenciam na performance.
No Brasil, numa parceria entre o Núcleo de Alto Rendimento São Paulo e o CPB foi realizado a comparação entre atletas com bi-amputação e o Campeão Brasileiro dos 100 mts. Os resultados mostraram vantagens e desvantagens na corrida do atleta amputado em relação ao atleta sem deficiência. Podemos ver alguns desses pontos na matéria capitaneada pelo Guilherme Roseguini e vinculada no Esporte Espetacular.
Referências Bragaru, M., Dekker, R., Geertzen, J. H. B., & Dijkstra, P. U. (2011). Amputees and sports: A systematic review. Sports Medicine, 41(9), 721–740. http://doi.org/10.2165/11590420-000000000-00000
Mcphan, J. (n.d.). Preparing Amputee Athletes: THE AUSTRALIAN APPROACH.
Taboga, P., Grabowski, A. M., di Prampero, P. E., & Kram, R. (2014). Optimal Starting Block Configuration in Sprint Running; A Comparison of Biological and Prosthetic Legs. Journal of Applied Biomechanics, In Press, 381–389. http://doi.org/10.1123/jab.2013-0113
A Convenção Internacional de Ciências, Educação e Medicina do Esporte - ICSEMIS 2016 terá como temática "Saying Yes to Diversity in Sport“. Esse evento tradicionalmente ocorre no mesmo país sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
O evento ocorrerá entre 31 de agosto e 4 de setembro, exatamente na transição entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
São Organizadores do evento a Universidade Federal de São Paulo, Comitê Paralímpico Internacional, Federação de Medicina do Esporte e o Conselho Internacional de Ciência do Esporte e Educação Física ICSSPE
SantosConvido a todos a visitarem o nosso site e submeterem trabalhos até o próximo dia 31 de janeiro.
The International Convention on Science, Education andMedicine in Sport - ICSEMIS 2016 will have as theme " Saying Yes to Diversity inSport".
This event traditionally takes place in the same country host theOlympic and Paralympic Games.
The event will take place in Santos betweenAugust 31 and September 4 , exactly at the transition between the Olympic andParalympic Games.
Past Events
Event organizers are the FederalUniversity of São Paulo UNIFESP, International Paralympic Committee IPC, Federation ofSports Medicine FISM and the International Council of Sport Science and PhysicalEducation ICSSPE
Santos City
I invite everyone to visit ourwebsite and submit abstract until next January 31.